quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Pesquisa: multi-tarefa não funciona.


Semana retrasada saiu um estudo da Universidade de Stanford comprovando que a multi-tarefa não gera os resultados e faz as tarefas não terem qualidade.

O estudo só veio comprovar o que percebemos empiricamente no dia-a-dia, que nossa produtividade cai com a execução várias coisas simultâneas. Mandei um e-mail ao professor Nass, coordenador da pesquisa, para entender o estudo. Assim que tiver mais informações publico por aqui.

Por enquanto, segue uma tradução livre da pesquisa:
SAN FRANCISCO (Reuters) – Multi-tarefeiros de atividades de mídia como assistir Youtube, escrever e-mails e falar ao telefone não são bons nas suas tarefas de acordo com um relatório da Universidade de Stanford.

Pesquisadores que publicaram o relatório na Academia Nacional de Ciências, dizem que o resultado surpreendeu a equipe. Eles estavam procurando o segredo da multi-tarefa, mas ao invés disso acharam uma total incompetência na execução de múltiplas tarefas.

Pessoas multi-tarefas são péssimas em focar sua atenção, em organizar suas informações e para alternar entre tarefas, dizem os cientistas.

Depois de testar 100 estudantes de Stanford, eles concluíram que multitarefeiros crônicos tem dificuldades em focar e não são capazes de ignorar informações irrelevantes.

O segredo é priorizar ao invés de “multi-tarefar”, é ter uma seqüência lógica de execução para o dia. Defina uma ordem numérica e execute essa seqüência. Se algo novo surgir, adicione no dia e repriorize a ordem.

Christian Barbosa

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Comprometimento e motivação em tempos de crise


Desde setembro de 2008 a sociedade vivencia uma forte crise financeira nos cinco continentes. A economia mundial foi afetada e a carreira de muitos profissionais ameaçada. Nas empresas, o clima é de instabilidade e insegurança, pois não se sabe quem será o próximo demitido. Em meio a tanta incerteza, o que fazer para manter o comprometimento dos colaboradores para com as atividades da organização?

Em entrevista ao RH.com.br, o consultor organizacional Armando Ribeiro apresenta o caminho que as organizações devem trilhar para manter os colaboradores comprometidos em suas atividades e consequentemente motivados. "O primeiro passo é deixar muito claro a real situação da empresa e do mercado em que ela atua. No momento seguinte desenhar novos processos para atingir resultados práticos, objetivos e mensuráveis onde um dos elementos fundamentais seja a participação de todos os funcionários", destaca.

Armando Ribeiro é um dos palestrantes da 3ª edição do ConviRH - Congresso Virtual de Recursos Humanos, evento promovido pelo RH.com.br, que acontecerá entre os dias 14 e 29 de maio de 2009. O consultor ministrará apresentação "Liderando na mudança". Acesse www.convirh.com.br, confira a grade de palestras, participe dessa rede de conhecimentos e invista na sua carreira. Abaixo, a entrevista na íntegra. Boa leitura!


RH.COM.BR - O que significa comprometimento organizacional?
Armando Ribeiro - Posso ser provocativo? Comprometimento organizacional não existe. Comprometer-se, na minha opinião, somente com pessoas ou ações - jamais com algo sem corpo e alma. Assim podemos concluir que comprometimento organizacional significa comprometer-se com as pessoas e ações que compõem uma organização. Comprometer-se em estar junto com aquelas pessoas organizadas que tem objetivos comuns. Não me comprometo com a organização em si, mas com as pessoas que fazem parte dela por que acredito, como elas, que juntos iremos alcançar objetivos comuns e que todos irão se beneficiar. Algumas pessoas têm dificuldade em assumir comprometimento por medo das promessas que irão realizar. Não necessariamente por que não sabem o que fazer e como fazer, mas pela possibilidade de ficar em DÍVIDA com alguém. O medo de contrair dívidas está também associado a cobranças que possam passar a existir.

RH
- Qual a importância desta competência no ambiente corporativo?
Armando Ribeiro - Lembrando que comprometimento pode ser algo tal como: prometo que farei ou estarei junto com essa pessoa ou com "essas pessoas" realizando algo em meu benefício e de outros. Assim é que a competência de comprometimento significa para as organizações algo que vai além das simples execução de tarefas. Comprometimento significa ir além do necessário, pois ele advém de uma promessa que se não cumprida, o primeiro prejudicado é o próprio profissional - a própria pessoa. Uma pessoa comprometida com seu trabalho e com a execução do melhor é o que uma corporação necessita.

RH
- Qual o perfil do profissional comprometido?
Armando Ribeiro - Normalmente é uma pessoa colaboradora, que toma a iniciativa, que procura saber das consequências de seus trabalhos e cobra dos seus colegas a participação ativa e não reativa na execução das tarefas. Tem capacidade de ver o futuro, pois sabe que o seu comprometimento está intimamente ligado aos resultados que almeja. Toma decisões mesmo que polêmicas e assume riscos para não perder o foco nos resultados. É cooperativo e procura ajudar os colegas quando sente que algo não está caminhando como deveria de forma natural e proativa. Procura ser criativo para conseguir maiores e melhores resultados e em muitos casos é uma pessoa bem humorada e alegre. Aceita desafios e corre riscos. Assume a responsabilidades.

RH
- Existe algum mecanismo que a empresa verifique o nível de comprometimento dos funcionários? Como isso pode ser observado?
Armando Ribeiro - Mecanismos não existem para se medir comprometimento. Ou estamos comprometidos ou não. Não existe comprometimento nivelado ou parcial, assim como não existe meia-gravidez. Esse é o grande enigma que as organizações precisam desenvolver. Uma sugestão é verificar se os objetivos que estão sendo atingidos são coerentes com os objetivos pessoais de cada um dos profissionais. Outra maneira que pode ser verificada pelas organizações é saber como andam as doenças psicossomáticas dos seus empregados. Pessoas comprometidas não adoecem com facilidade, pois procuram trabalhar com prazer e não com sofrimento. Dificilmente você ouvirá uma pessoa comprometida reclamar do sacrifício que é trabalhar todos os dias.

RH
- A falta de comprometimento no trabalho pode prejudicar o desempenho profissional?
Armando Ribeiro - Pode e muito. Dependendo do grau de complexidade das tarefas a serem executadas as pessoas não comprometidas simplesmente utilizam o trivial e a regra comum, e não alcançam desenvolvimento nem nas tarefas nem em si próprio. Já uma pessoa comprometida vai além do processo, procura através do trabalho prazeroso descobrir novas formas de fazê-lo; desenvolve os processos e está sempre buscando seu autodesenvolvimento. Quem não se compromete, não participa. É verdade que não corre riscos, também não aceita desafios. Não será nunca parte integrante das decisões, não se sentirá influenciador e transformador. Não terá com o que vibrar. Não terá por que lamentar ou comemorar. Não aprenderá. Prefiro trabalhar com uma pessoa comprometida, mas sem muito domínio das tarefas do que com um especialista que não está comprometido.

RH - O que pode ser considerado "fator adverso" ao comprometimento organizacional?
Armando Ribeiro - Um fator adverso é que os profissionais comprometidos são questionadores, buscam inovação, estão sempre ligados a objetivos e querem se desenvolver. Quando o comprometimento entra em conflito com os objetivos rotineiros e sem perspectivas futuras o profissional comprometido entra rapidamente num estado de desmotivação e apatia. Empresas que não procuram valorizar os resultados que os profissionais comprometidos podem perdê-los com facilidade. Empresas que não gostam de profissionais questionadores e inovadores poderão ter sérios problemas com esse tipo de profissional.

RH - É possível estar envolvido sem estar comprometido?
Armando Ribeiro - Completamente! Estar envolvido numa tarefa nem sempre quer dizer que estamos comprometidos. Se pudéssemos dar um passo a passo do comprometimento teríamos que colocar o envolvimento como um dos primeiros passos do processo. O envolvido cumpre a tabela que lhe foi designada e pode ou não comemorar os resultados e, via de regra, se exime dos resultados não esperados. O comprometido vibra intensamente com os resultados e procura verificar a sua responsabilidade quando eles não são atingidos como esperado. Ele está junto em todas as partes do processo e trabalha em equipe. O envolvido apenas cumpre aquilo que foi determinado - na maioria das vezes com bom desempenho, entretanto, não é participativo como o comprometido.

RH
- Em meio à instabilidade econômica, de que forma as empresas podem trabalhar o comprometimento dos colaboradores?
Armando Ribeiro - O primeiro passo é deixar muito claro a real situação da empresa e do mercado em que ela atua. Divulgar resultados, balanços, custos e investimentos. No momento seguinte desenhar novos processos para atingir resultados práticos, objetivos e mensuráveis onde um dos elementos fundamentais seja a participação de todos os funcionários. Definir a responsabilidade de cada uma das partes no processo é a melhor maneira de se desenvolver profissionais comprometidos. Profissionais comprometidos precisam necessariamente saber para onde estão indo. Precisam saber também se onde estão indo com todos é um lugar onde os benefícios que ele terá serão superiores aos que tem no aqui e agora. Precisam saber se seus objetivos pessoais - sim o profissional comprometido tem objetivos pessoais bem definidos - são compatíveis com os objetivos da organização e trabalhar os conflitos que poderão aparecer.

RH - Na prática, como isso pode ser feito?
Armando Ribeiro - Além daquilo que expus acima, um forte desenvolvimento de equipes de trabalho, reconhecimento do papel que cada um tem perante o cliente da organização. Redefinição de cargos de chefias que não se expressam adequadamente para liderar equipes. Formação de novos líderes com alta capacidade organização e de resiliência. Oferecimento de outros benefícios - nem sempre financeiros - garantia de emprego para aqueles que atingirem as metas pessoais e das equipes. Desenvolvimento de outras atividades de responsabilidade social junto à comunidade onde é a Sede da Organização são muitas das ideias que podem ser colocadas em prática. O profissional comprometido precisa ver resultados de curto, médio e longo prazo e comemorá-los. As empresas que já começaram a realizar algumas dessas ideias estão saindo da crise de uma forma consistente e sólida.

RH
- Qual o papel do profissional de RH para o desenvolvimento do comprometimento no ambiente de trabalho?
Armando Ribeiro - Um articulador das ações de convencimento com os demais líderes da organização. O RH pode e deve ser um canal de comunicação entre os profissionais e as lideranças. O RH pode mapear os locais e situações onde estão ocorrendo menor produtividade, onde ocorrem maiores índices de doenças psicossomáticas, desenvolver reuniões com as equipes para atuar como mediadores entre a equipe e a possíveis lideranças agressivas. Desenvolver canais de comunicação e divulgação dos objetivos da organização. Descobrir e treinar os novos líderes. Propor soluções alternativas de salário e recompensas. Criar nos profissionais o sentido do seu próprio valor e valorizar cada atividade dentro da organização.

RH - Que conselhos o Sr daria a quem busca estar comprometido não só com as atividades, mas também com a organização?
Armando Ribeiro - Se a pessoa está só comprometida só com a atividade - ela não está comprometida com nada, apenas envolvida em fazer certa a sua tarefa. Estar comprometido significa buscar algo a mais naquilo que fazemos, há algum tempo escrevi um artigo sobre isso e vou reproduzir aqui um trecho que acredito responde exatamente essa questão:
Com-prometi-mento é o substantivo derivado de com- prometer - ato de fazer uma promessa! Quando me comprometo, faço uma promessa de algo, de realizar, de estar junto. Comprometer-se é prometer ação. Quem promete fica com uma dívida. A dívida será paga com ações. É fundamental que antes de estarmos comprometidos, saibamos como iremos realizar nossas promessas. Entender os objetivos das ações prometidas, ter o conhecimento necessário para fazer e, não estar apenas informado daquilo que deve ser feito.

Entrevista com Arnaldo Ribeiro
Fonte:http://www.rh.com.br

domingo, 26 de abril de 2009

NINGUÉM É INSUBSTITUÍVEL?

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: “ninguém é insubstituível”.
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim. E o Beethoven?


- Como? - o encara o gestor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven?

Silêncio.

Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico (até hoje o Flamengo está órfão de um Zico)?

Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar ’seus gaps’.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico…
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em ‘melhorar as fraquezas’ de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões ‘foi pra outras moradas’; ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:

“Estamos todos muitos tristes com a ‘partida’ de nosso irmão Zacarias… e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém… pois nosso Zaca é insubstituível”

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único….com toda certeza ninguém te substituirá!

Fonte: desconhecida.

sábado, 25 de abril de 2009

Quais são os inimigos do seu potencial…

Desânimo

Muita coisa que vale a pena ter exige paciência e perseverança. Nenhum pianista toca perfeitamente na primeira vez que senta ao piano, assim como raramente um atleta ganha uma corrida na primeira vez que compete.

Muitos momentos de desânimo existem entre uma experiência inicial e a realização de uma habilidade. Ninguém nasce pianista consagrado ou atleta olímpico. Eles superaram os seus momentos de desânimo para aperfeiçoar os seus dons inatos.

Deus nunca dará um sonho para você se você não tiver os talentos, as habilidades e personalidade para que você possa torná-lo realidade. Mesmo que você esteja se sentindo desanimado para executar uma tarefa, deve começá-la. Faça o que precisa ser feito não importa quão difícil ou impossível ela seja. Pois, assim, o desânimo não terá chance de destruir seu potencial. O melhor antídoto para o desanimo é a esperança.

Medo

Medo é crer no impossível. É ficar matutando em tudo que poderia dar errado em vez do que dará certo. Embora, por exemplo, aconteçam realmente acidentes e se deva manter e dirigir os carros cuidadosamente, o temor que nos impede de dirigir ou andar de carro imobiliza o nosso potencial porque limita severamente o lugar onde podemos ir. Aquele que receia tentar nunca saberá o que poderia ter feito. Para maximizar seu potencial, você deve neutralizar o medo com a fé.

Distrações

Este é um dos principais inimigos da maximização do potencial. Todos nós temos a experiência de entrar em outro quarto e dizer: “Ora, por que vim aqui”? Tínhamos um propósito quando resolvemos ir aquele lugar, mas algo entre a nossa decisão de ir e o momento em que chegamos desviou-nos da nossa intenção original. Também acontece de permitirmos que interesses secundários nos distraiam do nosso objetivo principal. Você tem que ter muito certo na sua cabeça que tudo o que não ajuda o nosso progresso, atrapalha-o. Muitas vezes temos que retroceder, e quando fazemos isso, não poderemos recuperar o tempo e o esforço que desperdiçamos estando distraídos. Para maximizar a sua vida, você deve permanecer concentrado no seu propósito e evitar distrações através da disciplina.

Regras

As regras são inimigas do potencial porque são cheias de segurança. Nós não precisamos pensar quando fazemos algo que sempre fizemos. Tampouco somos estimulados a crescer e ser criativos porque nossas novas idéias podem interferir no modo convencional das coisas. Lembre-se! Não importa se o sistema atual da sua empresa é bom, pois há sempre uma maneira melhor de se fazer. Não se deixe aprisionar pelo conforto do conhecido. Seja um explorador e não um passageiro. Não se deixe apanhar pela armadilha das regras, pois desta maneira, você nada fará e nada se tornará. Use a sua imaginação. Sonhe alto e encontre novas maneiras de responder as situações e responsabilidades atuais. Só então você descobrirá possibilidades sem fim que o inspirarão a realizar façanhas cada vez maiores. Evite aceitar ou acreditar em “nunca fizemos isso dessa maneira antes”. É hora de tentar algo diferente. A liberação de todo o seu potencial exige que você vá além das tradições do seu lar, da sua família, do seu emprego, de uma cidade. Para maximizar a sua vida, você deve estar disposto a trocar as regras ineficazes por novos métodos..

Lugar

Vegetais nutritivos não podem crescer numa terra pobre, assim como peixes saudáveis não se desenvolvem em águas poluídas. Também não podemos maximizar nosso potencial num ambiente inadequado. Se estivermos convivendo com pessoas pessimistas, que vivem murmurando de tudo, com certeza, mais dia ou menos dia, estaremos pensando ou agindo como elas. Muitos sonhos morrem porque são compartilhados com pessoas erradas. Lembrem-se, os outros não vêem o que você vê. Proteja o seu potencial escolhendo cuidadosamente aqueles com os quais você compartilha os seus sonhos e aspirações, e mantenha um ambiente no qual o seu potencial pode ser realizado. Para maximizar sua vida, você deve controlar o seu ambiente e a qualidade das pessoas e recursos que o influenciam. A sua maior responsabilidade é para com você mesmo, e não com os outros..

Nós esperamos de uma semente uma árvore, porque sabemos que está latente nela. Nós também podemos dar frutos desenvolvendo nosso potencial. Descobrir nosso potencial e reconhecer os inimigos do nosso potencial são passos importantes na nossa jornada, para nos tornarmos aquilo que somos.


Sucesso

Sucesso pode se tornar um forte inimigo do seu potencial. Quando terminamos uma tarefa podemos nos acomodar porque pensamos que chegamos ao fim. Se, por exemplo, você completa o curso superior e ensina o primeiro grau para o resto da vida, quando a sua capacidade era para ser diretor de escola, você deixa de aproveitar muito do seu potencial porque parou quando obteve um sucesso preliminar. Da mesma forma, você pode sacrificar um recorde olímpico porque está satisfeito em correr os cem metros rasos mais rápido que os seus colegas de aula. O falso orgulho que sentimos em um determinado momento pode queimar nosso potencial dando-nos a ilusão de que chegamos. Esqueça o seu sucesso e procure criar outro. Essa é a única maneira de liberar todo o seu potencial porque você foi criado para fazer algo grandioso. Mexa-se agora! Um barco parado não pode ser movido, não importa o tempo e esforço para acionar o leme. Afaste-se um pouco e o barco responderá a um leve toque no leme. E terá sucesso em outras grandes viagens.

Opiniões dos outros…

Muitos de nós temos tido a experiência de compartilhar uma grande idéia com amigos, somente para escutá-los dizer cinqüenta razões pelas quais ela não funcionará. Muitas vezes, essas críticas nos levam a abandonar as nossas idéias porque desejávamos que aqueles, com quem compartilhamos os nossos sonhos, aprovassem os nossos planos. Desistir dos sonhos porque outros os subestimam ou dizem que somos loucos, desperdiça o nosso potencial. O mesmo acontece quando mudamos os nossos planos para satisfazer as idéias e expectativas da nossa família, amigos e sócios. Você também deve ter cuidado de não permitir que as opiniões de outros influenciem as suas decisões. Muitas vezes, pessoas que você pensava estarem com você, se tornarão contra você e destruirão o que você vem se esforçando em realizar. A oposição é prova de que você está nadando, não boiando.

Não importa o que você faça, sempre receberá críticas. Isto é verdade porque algumas pessoas não suportam o sucesso dos outros. Quando você não está fazendo nada, não é problema para eles. Mas quando começa a realizar os seus sonhos, atrai a atenção dos outros. As pessoas não se preocupam com você até que comece a fazer algo realmente grande. Dica! Afaste-se dos seus opositores e não perca seu precioso tempo discutindo com eles.

Você tem um grande potencial criativo…


Algum tempo atrás ouvi uma história de um homem que inventou um grampo especial para fazer cabelos cacheados; com essa descoberta ficou riquíssimo. Tudo o que fez foi usar dois pedaços de metal que através de um método simples, mas engenhoso, faz com que as pontas se ajustem à pressão. Ainda é utilizado pelas cabeleireiras para enrolar e encaracolar os cabelos de mulheres.

Ele teve que gastar tempo, criatividade, engenhosidade, perícia e aplicar todo seu conhecimento em fazer aqueles dois pedacinhos de metal funcionar. Ganhou fortuna e ao mesmo tempo facilitou o penteado de mulheres em todo o mundo.

E o inventor do clipe usado para prender papel? Ele começou dobrando os cantos dos papéis de carta, rasgava um pedacinho e então os dobrava, fazendo com que as duas folhas se encaixassem e fossem juntamente arquivadas.

Tudo o que fez foi pegar um pedacinho de arame de sete centímetros de comprimento e fazer as dobras necessárias. Era um pedacinho de arame que você e eu desprezaríamos jogando-o no lixo. Entretanto, ele criou o clipe de papel com o qual angariou uma fortuna e facilitou a vida das pessoas.

Um homem chamou um fabricante de refrigerantes, isto no tempo em que só serviam refrigerantes a granel nos balcões das lanchonetes. Chamou os diretores da empresa dizendo que tinha uma idéia com a qual eles ficariam milionários. Só que ele precisava de 75 mil dólares pela idéia.

Conta-se que quando os diretores começaram a ouvir o que ele tinha a dizer, terminaram a reunião dizendo apenas uma palavra: Engarrafe! Daquele dia em diante, aquela empresa de refrigerantes colocou fábricas no mundo todo.

Todo mundo tem dentro de si a semente da criatividade, basta somente despertá-la. Muitas pessoas têm a necessidades e essas podem gerar grandes invenções e revolucionar o mundo e a maneira das pessoas viverem.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Superação é a determinação de caminhar os passos a mais

Hélio Arakaki – Consultor e palestrante para o desenvolvimento dos potenciais humanos em empresas, prof. de Karate e facilitador de Biodanza, autor do livro Atitude Samurai para a Vida.



Perseverança, ou a falta dela, é um dos temas retratados em um dos oito fragmentos do filme Sonhos do consagrado diretor japonês Akira Kurosawa. Denominada de Nevasca, a ação se desenrola em meio a uma tempestade de neve com um grupo de alpinistas perdido, tendo o seu líder gritando o tempo todo para continuarem escalando a montanha e assim chegar ao acampamento. Gradualmente um a um vai se perdendo do outro na nevasca ofuscante e sendo cobertos por neve. Uma estranha mulher aparece do nada e tenta encantar o último homem consciente, o líder, e conduzi-lo para a sua morte. Mas ele é despertado por um som de uma corneta, e descobre que o seu destino não estava tão longe deles: a barraca estava a poucos metros deles!

A adversidade e a situação extrema do fracasso são, antes de tudo, situações inevitáveis que, posteriormente, irão compor o seu leque de conhecimentos oferecendo-lhe maturidade e suporte emocional para manter acesa a chama que o torna um incansável perseguidor de sonhos, que não nega a dar os passos a mais em meio à exaustão. Como escreveu Adorno Galeano: “A utopia está no horizonte. Aproximo-me dois passos, e ela se afasta dois passos. Caminho dez passos, e o horizonte se distancia dez passos além. Para que serva a utopia? Serve para isso: para caminhar!”

Se você atravessa um momento difícil com o seu chefe ou com algum colega de trabalho, um período de apatia devido a uma meta que não atingiu ou a um cliente que perdeu, ou a sua empresa não vai bem, não se desestimule. Utilizando a metáfora do mar, períodos difíceis são como as tempestades durante a travessia em alto mar, portanto, ao se encontrar no meio de uma delas, nunca pense em largar o leme, pois os maus momentos, como as tempestades, passam. Um tempo a mais, uma tentativa a mais, um passo a mais, sempre fará uma grande diferença em sua vida.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O sucesso consiste em não fazer inimigos

Max Gehringer


O sucesso consiste em não fazer inimigos

Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras.
Regra número 1: colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1997 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2007.
Regra número 2: A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.
Regra número 3: Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo, mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender. Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é. A Lei da Perversidade Profissional diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais poderá ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.

Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que tem boa memória.